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UNIÃO EUROPEIA Campanha visa pôr fim à mutilação genital feminina e traça metas de luta para conhecer melhor o fenómeno
Prioridades no combate
Por cá, fez-se o balanço do primeiro aniversário do plano nacional, que serviu para dar mais visibilidade a este tema.
Acabar com a mutilação genital feminina na Europa é o objectivo de uma campanha apresentada ontem pela Amnistia Internacional e pela Associação para o Planeamento da Família, que traça ainda cinco grandes prioridades, dirigidas à União Europeia.
Construir bases de dados com os casos, para se «fazer uma fotografia real da situação», é um dos propósitos confirmados à Lusa por Pedro Krupenski, director-executivo da Amnistia Internacional-Portugal. Mas há mais: «considerar esta prática uma violação dos direitos das mulheres e das crianças, criando mecanismos para as proteger enquanto vítimas ou potenciais vítimas, e considerar também que se trata de um problema de saúde pública». Depois, não se deverá ainda esquecer a questão do asilo, «pois há casos - e não são tão poucos quanto isso - de mulheres que procuram asilo noutros países para fugir a esta realidade» e o facto de que a mutilação deve ser tida «em conta nas políticas e nas práticas de cooperação para o desenvolvimento».
Ontem houve também tempo de se fazer o balanço do primeiro ano do plano nacional contra a mutilação genital feminina, que serviu para «dar o alerta social». Para dar visibilidade ao tema foram levadas a cabo acções de sensibilização e formação e elaborados folhetos.
CARLA MARINA MENDES
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